No dia 23 de outubro, a ARCIL teve a oportunidade de participar nas 1ª Jornadas Ibéricas da Igualdade, organizadas pelo Município de Góis.

A comunicação “Eu sou, Eu decido: a urgência da autorrepresentação para as pessoas com deficiência e/ou incapacidade” integrou o I Painel do dia, subordinado ao tema “Cuidar do Futuro”.

Num painel onde se refletiu sobre igualdade de género, conciliação familiar, social e profissional e participação equilibrada entre homens e mulheres, tornou-se essencial alargar o debate à participação das pessoas com deficiência e/ou incapacidade, frequentemente sujeitas a dupla discriminação.

Foi também apresentado o projeto Disca-Viogen, desenvolvido pela Aspaym de Castilla y León, que tem como objetivo prevenir a violência de género contra mulheres com deficiência, destacando a importância da informação acessível para a tomada de decisão e o exercício pleno da cidadania.

Neste contexto, foi lançado o mote para a apresentação do GARCIL, centrada na necessidade de dar voz às pessoas com deficiência e/ou incapacidade e promover o seu empoderamento com vista ao exercício dos direitos.

Falar sobre autorrepresentação é, afinal, falar sobre tomada de decisão apoiada e autodeterminação. Se o que se pretende é que cada pessoa possa decidir sobre a sua própria vida, é fundamental escutar verdadeiramente, ver a pessoa e dar-lhe espaço para mostrar do que é capaz.

Foi precisamente essa mensagem que Sara Simões reforçou de forma inspiradora, com o seu impactante testemunho:

“Temos voz e ninguém manda em nós!”

Por: Joana Soares | Psicóloga ARCIL

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